A priori,
a redação publicitária tinha como objetivo, discutir e representar o cotidiano
vivido pelo receptor através daquilo que o emissor tenta demonstrar e ou
passar.
Logo mais, vemos a evolução da publicidade
no Brasil no ano de 1900, quando artistas e celebridades começaram a criar ou
deixa de alguma forma sua marca nos produtos, para que assim o comprador se
sinta interessado a comprar e até vinculado ao seu ídolo.
Nesse meio tempo, o marketing surge para
ajudar a atrelar as políticas desenvolvimentistas da época. A propaganda moderna
brasileira, se especializou nas técnicas discursivas do marketing
norte-americano, que pouco se desenvolveu na sua capacidade de diálogo e
conexão, perdendo o poder de interagir e despertar os interesses de seu público
alvo.
A cultura mesclada do Brasil possibilitou
a formação de um estilo de propaganda que muito embora não fosse um modelo de
linguagem estética, conseguia entreter o receptor e produzir um diálogo que
transcendia a relação de interesse comercial, sobretudo, porque a propaganda
ensinava, orientava e principalmente promovia reflexões sobre o estilo de
produção cultural, vigente na época.
Diferente da propaganda moderna, que
pressionada pela necessidade de sustentar um sucesso focado no volume de
vendas, convencionou sua estrutura e criou regras para regular uma atividade
que não tinha limites. A propaganda “mesclada”, mais tradicional, foi perdendo
área para a propaganda de marketing.
Com a evolução dos conceitos de marketing
povoando as estratégias de gestão empresarial em todos os segmentos do país,
criou-se uma lacuna que separa o mundo cultural das práticas profissionais,
aumentando o abismo de convivência e separando ainda mais essas duas
atmosferas.
O marketing internacional por exemplo,
ajudou a promover economicamente muitas empresas,porém ,empobreceu
culturalmente o discurso publicitário, que era muito vasto e complexo em toda
sua forma de se expressar e interagir com a sociedade.
Por um bom tempo, o discurso publicitário prevaleceu das forças
culturais, ou seja, usava a cultura para atingir seu público alvo.
A
propaganda moderna ainda não se desprendeu da imagem da profissão de status e
prestigio adquirida em décadas passadas, na sua concepção vanguardista teve que
eliminar ao máximo a capacidade de reflexão crítica do indivíduo, na intenção
de congelar as atitudes das pessoas, tornando-as consumidoras de tudo o que
possa ser transformado em produto.
A
publicidade preza muito pela estética do que qualquer outro elemento de
diálogo, onde o anúncio que vende é aquele que proclama simplesmente uma marca
ou exibe o produto.
Bom trabalho dupla!
ResponderExcluirEstarei à disposição para esclarecer as dúvidas.
Monitor - Johnathan Alves